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24 de janeiro, 2011

Milhões são esperados em Karbalá pela ocasião do Arbain, 40 dias do martírio do Imam Hussein (AS)


Milhões de peregrinos estão se dirigindo à cidade iraquiana de Karbala na comemoração do Arbain do Imam Hussain (AS). O evento marca o período de 40 dias de luto do martírio de Imam Hussein (AS), neto do profeta Mohammad (SS) e terceiro imame pela Escola Ahlul Beit.

Imam Hussein e seus 72 companheiros fiéis (AS) foram martirizados em uma batalha desigual travada contra os inimigos do Islã em Karbala há mais de 1300 anos. Os artigos “Ashura I, Ashura II e Ashura III” postados aqui no site do ISLAMFOZ, na categoria RELIGIÃO, explicam melhor os ideais e os princípios que nortearam a batalha e o levante em busca de justiça e da proteção da verdade.

Cerca de 30.000 policiais foram mobilizados em torno da cidade para tentar reforçar a segurança do evento que deve ocorrer amanhã (25/01) desde cedo na cidade iraquiana.

Fonte: ABNA
Tradução e edição: Adnan El Sayed

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20 de janeiro, 2011

Um Natal Cristão no Irã – por William Wedin


Sim, esse é o Irã. Teerã, a capital do país. Esta é a neve pacífica de Teerã num dia de inverno qualquer. Segundo a rádio americana: “a porta da maldade humana”. De qualquer maneira, faz você pensar em outros lugares do mundo, onde a neve e o esqui são presentes. Mas estes são os picos mais altos na Ásia a oeste do Himalaia, e o esqui na encosta superior está presente durante todo o ano.

Chocado? Também fiquei quando comecei a navegar na Internet em busca de fotografias do Irã. Fiquei chocado com as montanhas, com a neve, com as lojas de esqui lotadas. Chocado com os “caras” extrovertidos jogando bolas de neve em suas roupas da moda. Chocado com o ônibus amarelo da escola americana (FOTO LADO SUPERIOR DIREITO). E chocado com algo em cada foto que eu vi.

Mas acima de tudo, fiquei chocado com o meu choque. Fiquei chocado com o fato de alguém razoavelmente bem-educados e bem informado como eu, que lê pelo menos uma dúzia de sites de notícias alternativas, ter muitas idéias equivocadas sobre o Irã – que mesmo sem o meu consciente elas estavam lá. Tinha a idéia de que o Irã era um deserto e que era um país hostil aos cristãos e às mulheres.

Reafirmo que não tinha consciência da existência desses equívocos em minha cabeça. Mas agora que eu estou ciente deles e sei, como psicólogo, como eles chegaram lá. Eles chegaram por meio do uso habilidoso das “artes negras” da psicologia, pela Casa Branca por um lado e pelos meios de comunicação americanos por outro – e certamente com a ajuda de alguns de meus colegas psicólogos desprezíveis, servindo como alto-pagos “assessores”.

Uma das ferramentas psicológica das “artes das trevas” que me levou a lavagem cerebral é chamado de “condicionamento clássico” – ou mais familiarmente conhecido como “publicidade comercial”. O famoso exemplo mais é a campanha do Homem do Marlboro: quando um produto causador de câncer é vendido a milhões de inseguros garotos norte-americanos e homens (inclusive a mim mesmo, que iniciei adolescente na década de 50) pela divulgação da imagem de estímulo poderoso de um homem bonito montado a cavalo com algo “neutro” e branca na boca, identificado no anúncio como um cigarro Marlboro. Fumar aquelas pequenas coisas brancas tornaram-se “viril” em si.

O que faz o condicionamento clássico é tão assustador a ponto de funcionar em todos – independentemente de quão inteligente ou experto somos. Eu sou a prova disso pelo consumo do Malboro. Avançando 50 anos, aqui estou eu novamente. Mesmo eu “sabendo melhor” em que acreditar e que toda a propaganda que eu via e ouvia sobre o Irã, ligações sinápticas ainda estavam sendo forjadas na percepção do sistema límbico do meu cérebro, como o forte medo pela indução das palavras e das imagens (como aquelas em torno do 11 de setembro).

Todas as vezes que eu estava ouvindo sobre “Irã” ao ver as imagens medonhas do Iraque na TV me condicionaram a assumir que a terra, o clima e o povo do Iraque e do Irã eram os mesmos. E a pior parte é que eu nem sabia que esse pressuposto condicionado tinham sido posto de maneira clássica em meu cérebro.

O mesmo pode ser dito com relação às mulheres iranianas. Só que desta vez a imagem sobre o “Irã” foi emparelhado com imagens de mulheres afegãs com burcas. Para o meu “cérebro racional”, pensei que não seria o suficiente a afetá-lo. Até que me deparei com a foto da mulher que estava fora da loja de esqui e fiquei atônito. Atordoado. E não apenas porque ela era uma mulher deslumbrante. O que mais me surpreendeu foi que o rosto dela fora impressionantemente revelado para eu ver. E como eu, pendurado na interne em busca de fotos das mulheres iranianas, “aprendi” que a maioria das mulheres iranianas, assim como o clero iraniano, encontrava-se vestidas com a burca afegã. A arte negra do condicionamento clássico havia-me feito uma lavagem cerebral, novamente.

Porém, há também todo um conjunto de “defesas” contra as artes das trevas que pode transformar o nosso “coração”. E os ativistas anti-guerra necessitam dominar estas, se quisermos evitar uma guerra catastrófica de acontecer. E uma das defesas se chama “contra-condicionado”.

O contra-condicionado é na verdade uma forma de condicionamento clássico em que ele usa a mesma técnica, mas é usado para reverter os efeitos do condicionamento clássico (ou da lavagem cerebral), por meio do emparelhamento das palavras e imagens de um tipo oposto, como as fotos do Irã que aqui exponho.

Eles também tocam o nosso “coração” (ou seja, o sistema límbico do nosso cérebro). Só que, estas palavras e imagens são de um tipo positivo. Uma espécie de paz, um tipo agradável. Olhar para eles novamente. Não é que estamos “combatendo o fogo com fogo”,mas sim estamos a lutar contra o fogo com a neve.

Montanhas de neve. Apaziguando o medo pelo acúmulo da neve familiar. Neve para onde quer que você se vire. Se você olhar de perto, você pode até ver uma cena de neve com todos os esquiadores refletidos nos óculos da mulher (que estava fora da loja de esqui na FOTO À DIREITA INFERIOR).

É claro que essas fotos não irão nos assustar, como por exemplo as fotos de Abu Ghraib (cidade do Iraque) nos fazem. Mas isso não significa que essas fotos gentis não têm seu próprio. Muito pelo contrário, elas podem ter um efeito maior sobre nós a longo prazo, precisamente porque não nos ameaçam com uma culpa coletiva como fazem as fotos de Abu Ghraib. Por isso estamos mais propensos a deixar essas imagens suaves em nossos “corações”, e permitir que nossos corações sejam mudados por elas, ao invés de erguer barreiras psicológicas contra elas, como as pessoas tendem a fazer contra as fotos de Abu Ghraib.

Certamente as fotos oferecidas neste artigo são fáceis aos olhos. Ao mesmo tempo, elas nos dizem muito sobre o clima, a cultura e o povo de uma cidade cosmopolita como Teerã e as estâncias de esqui em torno dela. Como a percepção da elegância dos homens e das mulheres no local. Fiquei realmente surpreso.

Esse é o lado maravilhoso das fotos e da visão humana. Podemos não ser tão inteligentes. Mas nossos olhos certamente os são. Ao longo de bilhões de anos de vida neste planeta, nossos olhos (e as áreas do nosso cérebro associadas à visão) têm evoluído na capacidade de processar milhões de pixels de informação – sem estarmos conscientes do que está acontecendo, muito menos sermos capazes de colocar em palavras “saber” visual.

As fotos são desta forma igualitária. Elas são o modo mais libertário de comunicação que temos em comum. E enquanto as fotos como estas estão lá fora, podem miná-las de todo tipo de informação que a mídia americana nos negaria. As informações que nós, como cidadãos, devemos possuir para que possamos avaliar a sabedoria (ou a loucura), para onde os nossos líderes estão nos levando.

Tome este último conjunto de fotos, por exemplo. Em vez de cruzar as mãos perante a censura crescente neste país (EUA), vamos ver o que nossos olhos podem nos dizer a partir de um monte de fotos inocentes do Natal no Irã, sobre o tratamento dos cristãos nessa nação iraniana demonizada.

.O que meus olhos me dizem, e que depois vim a confirmar, é que existem muitos cristãos que vivem agora no Irã (como o fizeram durante muitos séculos). E esses cristãos se sentem livres para fazer compras para as árvores de Natal na rua e para cartões de Natal nas lojas e tirar fotos de seus filhos com o Pai Natal e participar dos cultos de Natal em nas novas e maravilhosas igrejas. E o que meus olhos me dizem também é que todos esses cristãos são destemidos. E estou certo de que seus olhos dizem a mesma coisa.

Isso não é porque todos pensam da mesma forma. E sim porque todos nós vemos. Com isso quero dizer que todos os olhos humanos e os nervos ópticos e centros visuais no nosso cérebro processam a informação visual na mesma maneira. Isso faz parte de nossa biologia e um componente importante do nosso programa de processamento visual comuns são capazes de “ler” os sentimentos de milhares de pistas visuais que são muito sutis para verbalizar, caso fossemos cientes deles e tivéssemos as competências lingüísticas de um Shakespeare. E é o mesmo para todas as espécies, sejam seres humanos ou beija-flores ou hamsters, a capacidade de ler os sentimentos dos outros membros da própria espécie é “programadas intrínseco” às espécies para sobreviverem.

Desta maneira, em nanosegundos, nossa visão nos informa que estes cristãos iranianos são capazes de rezar, fazer compras, receber presentes do Papai Noel e ir para casa pelas ruas de Teerã carregando presentes a seus netos , sem qualquer receio. Seja a partir de tigres de dentes de sabre ou “maníacos muçulmano”.

Agora, um hamster ou um beija-flor não podem levar as coisas mais longe do que isso, não realizam a extraordinária tarefa de reconhecer o que outros membros de sua espécie estão sentindo através de sua linguagem corporal e dos sons. Mas os humanos têm um novo “cérebro” em torno do velha “cérebro” que nos permite pensar. E quando pensamos sobre estas fotos – quando nós realmente paramos e pensamos -, descobrimos que cada uma dessas fotos é um tesouro de informações sobre o Irã. E a “polícia do pensamento”, a América recém cunhada dos psicólogos e seus “assessores”, não pode impedir-nos de encontrar a verdade nessas fotos inocentes. Pois a verdade está em toda parte para ver. E como o favorito filósofo Bush diria: a verdade nos libertará.

Nós também podemos deduzir coisas como árvores de Natal estão sendo vendidos nas calçadas de Teerã e grandes faixas de Feliz Natal são penduradas nas lojas de Teerã e que tolerância muçulmana em relação aos cristãos ainda está viva, como no Brasil. Essa tolerância por parte dos “aiatolás” do Irã começa no topo com o grão-aiatolá Ali Khamenei e permeia todo o caminho – mesmo a representação em pinturas e esculturas que é proibido em mesquitas muçulmanas, se permitiu nas igrejas cristãs. Dê uma olhada na igreja acima e você verá.

20 de dezembro de 2007

William Wedin é Ph.D. e psicólogo em Nova York e ativista de longa data, desenvolve um site de compartilhamento de fotos novas para combater a propaganda de guerra contra o Irã atual.

Copyright © 2007 por LewRockwell.com. A permissão para reimprimir, no todo ou em parte, é de bom grado concedido, desde que o crédito total é dada.

Tradução livre: Adnan

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20 de janeiro, 2011

A “Revolução de Jasmin” em erupção na Tunísia


Desde as quatro últimas semanas, a Tunísia vive uma tensão deflagrada nas ruas. Jovens e estudantes iniciaram protestos contra os altos índices de desemprego e falta de liberdade política, na maior onda de manifestações em décadas.
Em meio a pedidos de calma à população, o governo de Ben Ali anunciou o fechamento de universades e escolas. O exército também saiu às ruas para frear as manifestações, gerando confrontos com os manifestantes nos quais dezenas de pessoas acabaram mortas.

Críticos acusam o governo de corrupção e de usar a ameaça de grupos islâmicos e a necessidade de atrair investimentos estrangeiros como pretexto para manter políticas domésticas repressivas e violar os direitos civis básicos da população.

A crise social ganhou um novo episódio quando, na última sexta-feira, o presidente Ben Ali abandonou o país, passando o controle do país para o Exército e o comando interino do governo para o primeiro-ministro, Mohamed Ghannouchi.

A ditadura norte americana vigente nos países árabes

Tunísia vive, ou vivia ate então, sob um regime ditatorial, o qual se manteve com o apoio dos EUA. Os países que vivem sob este tipo de regime baseado no militarismo, na ditadura, na opressão do povo e na corrupção, são geralmente apoiados pelos americanos, a exemplo da Tunísia, do Egito e da Arábia Saudita. Tal suporte aos governos corruptos e antidemocráticos se coloca em contradição aos discursos estadunidenses de apoio a democracia e a liberdade.

Momento histórico

Sob forte turbulência social, Ben Ali se viu obrigado a deixar a Tunísia na última sexta-feira, 14 de janeiro, passando o controle do país para o Exército e o comando interino do governo para o primeiro-ministro, Mohammed Ghannouchi. Com a fuga, encerra-se um longo período de governo, iniciado em 1987 e durante o qual Ben Ali se reelegeu diversas vezes.

Sem a presença do ex-ditator, a Tunísia começa a caminhar na direção de um novo cenário político. Na segunda-feira, 16 de janeiro, o comando interino tunisiano convocou a formação de um governo de união nacional para funcionar durante o período transitório até as próximas eleições, convocadas para dentro de seis meses. Presos políticos também receberam anistia, e todos os partidos políticos serão legalizados.

O Estopim do Levante

Em 17 de dezembro, um vendedor ambulante tunisiano de 26 anos, Mohamed Buazizi, ateou fogo ao próprio corpo para protestar contra o confisco de sua mercadoria pela polícia, desencadeando uma onda de protestos que culminou com a queda do presidente Zine El Abidine Ben Ali. Desde então, gestos semelhantes foram registrados na Tunísia, na Argélia, Egito e Mauritânia.

As palavras de ordem

Os manifestantes gritavam palavras de ordem como “Abaixo o RCD” e “Fora o partido da ditadura” e tentavam se dirigir à sede central da legenda situada perto da Avenida Burguiba, mas não conseguiram avançar mais do que umas centenas de metros, até que as forças de segurança investiram contra eles.
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Influência da Revolução Tunis na região e no mundo

Cada líder árabe está a olhar para a Tunísia com medo. Cada cidadão árabe está a olhar para a Tunísia com esperança e solidariedade.Dessa maneira que os lideres ditadores apoiados pelo Ocidente enxergam a situação e desta maneira que enxergam o povo árabe que estão vivendo sob estes governos corruptos.

O presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad afirmou “Fica muito claro que a nação da Tunísia se levantou contra o ditador apoiado pelo Ocidente com slogans islâmicos, humanos, monoteístas e favoráveis à justiça”, afirmou em um discurso pronunciado ante uma multidão eufórica e transmitido pela tv estatal.

O secretário geral da liga árabe, Amr Mussa disse “A alma árabe é enfraquecida pela pobreza, pelo desemprego e a queda nos índices de desenvolvimento”. “A maioria desses problemas não foi resolvida”, disse ao afirmar que “os cidadãos árabes estão cheios de ira e frustração como nunca antes”.

Essa cúpula de um dia constitui a primeira reunião de chefes de Estado árabes desde a fuga, na última sexta-feira, sob a pressão popular, do presidente tunisiano Zine El Abidine Ben Ali, após 23 anos de reinado. Os dirigentes, no entanto, se limitaram, em uma declaração final que não menciona a Tunísia, a “avançar em matéria de desenvolvimento humano, tecnológico e econômico”.

Inúmeros governos árabes minimizaram nesses últimos dias as previsões de que a crise tunisiana poderia se reproduzir em outros países da região, deixando transparecer à vezes suas preocupações ante a situação. Argélia, Egito, Mauritânia e outros países árabes registraram no período uma série de imolações por fogo, similares ao gesto do jovem vendedor ambulante tunisiano, em meados de dezembro, que marcou o início da revolta que derrubou o presidente Ben Ali.

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16 de janeiro, 2011

Islã é a Religião da Unidade


O secretário-geral do Fórum Mundial para a Proximidade entre as Escolas de Pensamento Islâmico, Ayatollah Mohammad Ali Tashkiri (FOTO), enviou uma mensagem aos estudantes muçulmanos, por ocasião do 3º Concurso Internacional do Alcorão, realizada em Teerã. “Se a população de muçulmanos tornarem-se conhecedora e consciente, ela entenderá que o Islã é a religião da unidade”, disse.

“O Alcorão aconselha as pessoas e nunca as engana; orienta as pessoas para o caminho certo e nunca as confunde”, declarou o Ayatollah em sua mensagem.
O Secretário Geral do Fórum Mundial para a Proximidade entre as Escolas de Pensamento Islâmico ressaltou que “O Alcorão é a fonte da ciência”.

estudante muçulmana com o tradicional lenço, o"hijab"

Sua Eminência ressaltou, ainda, que “O Alcorão desperta as pessoas e este despertar pode criar a unidade da Ummah (Comunidade) Islâmica. Por isso, basta que os muçulmanos despertem para descobrir que o Islã é a religião da unidade”.

O 3º Concurso Internacional do Alcorão para os estudantes muçulmanos abriu no último dia 09 de janeiro (domingo), na cidade sagrada de Mashhad, Noroeste do Irã.
Os estudantes universitários de 40 países participaram do evento de três dias, competindo em duas categorias: Recitação do Alcorão e Memorização do Alcorão Sagrado.

O evento foi organizado pela Organização de Atividades Corânicas dos Estudantes Iranianos, filiada à Universidade Jihad, em associação com o governo da província de Razavi Khorasan.

Fonte: ABNA

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