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22 de junho, 2016

CPI Pecúlio já estuda a possibilidade do pedido de afastamento do Prefeito Reni Pereira


Terceira fase da Operação Pecúlio apresentou denúncias que irão fortalecer o processo de investigação contra o prefeito de Foz do Iguaçu.

bobas
Dalagnol, Vitorassi e Bobato fazem parte da comissão

A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga as denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal e que culminou na operação Pecúlio da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, esteve reunida na manhã de hoje para definir os próximos passos a serem conduzidos, diante da deflagração da III etapa da operação que resultou na prisão de secretários e ex-secretários da atual administração, delação premiada de alguns depoentes e até mesmo a menção de alguns integrantes do Legislativo Municipal no processo.
Dentre os denunciados na terceira fase da Pecúlio, está o relator da Comissão parlamentar de Inquérito, Edílio Dall’Agnol (PSC) que é citado no processo de investigação. A tomarem conhecimento dos autos, os Vereadores integrantes, Nilton Bobato (PC do B) e Dilto Vitorassi (PV), se debruçaram na parte do processo aonde Edílio é citado e chegaram à conclusão de que o parlamentar deva se pronunciar oficialmente sobre os fatos e o seu futuro no trabalho da comissão.
Para Bobato, o parlamentar deve se afastar para poder garantir a lisura dos trabalhos da Comissão que, segundo ele, até o momento vem fazendo o seu papel investigativo de maneira coerente e respeitosa. Já para o Presidente da Comissão, Dilto Vitorassi, o Vereador denunciado não cometeu crime algum que justifique a saída dele dos trabalhos da comissão.
“O caso do Edílio não é relevante ao meu modo de entender. Não há nenhum motivo por ele se dar por impedido de permanecer fazendo o seu trabalho de relatoria neste processo”, ressaltou Vitorassi.
Bobato não quis comentar o fato e preferiru preservar a fala dele, por entender que este é um momento de análise do parlamentar. Já para o Vereador Edílio Dall’Agnol a decisão poderá sair nas próximas horas, uma vez que além do fato em si, existem um ato regimental que poderá comprometer os trabalhos da comissão parlamentar.
“Estarei me reunindo com a presidência desta casa de leis, juntamente com os integrantes da comissão para tomarmos uma decisão única e formalizada. Entendo que as denúncias sobre mim apresentadas não ganham respaldo jurídico e que este mal-entendido será esclarecido nos próximos dias. Agora, se os fatos atrapalharem ou colocarem em cheque o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito, aí o meu posicionamento será de me afastar dos trabalhos”, disse o parlamentar.
“Acredito que estamos avançando a cada dia no trabalho sério e que terá resultados surpreendentes. Uma prova disto é que hoje deveriam depor duas pessoas que, por razão das prisões deles, não puderam estar aqui para prestar depoimento. Porém, isto demonstra que estamos no caminho certo e que poderá culminar no processo de afastamento do prefeito”, disse Edílio Dall’Agnol.
AFASTAMENTO
Respaldando a fala do Vereador Edílio Dall’Agnol, o presidente da Comissão, Vereador Dilto Vitorassi, ao ser indagado pela imprensa destacou que esta terceira etapa da operação Pecúlio são decisivas para uma tomada de ações que poderão resultar no encaminhamento, ao plenário, do pedido de afastamento do prefeito Reni Pereira (PSB).
“Já há praticamente um consenso formado aqui na comissão, que realmente há uma organização para o crime na cidade de Foz do Iguaçu. Nós precisamos apenas, transmitir entre o que estão dizendo, no papel e com provas. Porque o colegiado desta Câmara de Vereadores não são os três membros da CPI, são os 15 vereadores”, ressaltou Vitorassi.
O presidente da CPI destacou ainda que: “Nós temos que levar os documentos, com provas substanciais para que se for propor o afastamento do Reni, que seja com documentos probatórios para que ninguém tenha dúvida na hora de relatar o seu voto. Depois desta delação premiada, e que nós estávamos no mesmo caminho, nós não temos mais outra dúvida de que já há quase um consenso para que a gente possa ter um relatório unificado aprontando por este caminho (afastamento) em no máximo 15 dias”, destaca Vitorassi.
PRÓXIMOS DEPOENTES
Nesta quinta-feira, 23, está mantido os depoimentos do ex-secretário de Obras e ex-diretor superintendente do Foztrans, Carlos Juliano Budel e do ex-diretor de obras e pavimentação da secretária de Obras, Aires Silva. Budel ainda está detido na Penitenciaria Estadual e Aires foi liberado e aguardando o julgamento em liberdade.

Mesmo liberado devido a um acordo de delação premiada, Aires Silva deverá comparecer para prestar depoimento à CPI Pecúlio da Câmara Municipal. A notificação foi entregue aos advogados e os depoimentos estão mantidos.
A novidade na tomada de depoimentos é a inclusão dos nomes de Jefferson dos Santos Becker, já ouvido na CPI e que deverá retornar ao plenário para novos esclarecimentos. O depoimento de Becker está marcado para acontecer no próximo dia 29 de junho, às 9:30h.
Seguido de Jefferson Becker, a CPI anunciou também o depoimento do empresário Sandro Hideo Saito, que chegou a ser preso temporariamente na primeira etapa da Operação Pecúlio. Saito também será ouvido no dia 29, às 11:30h. (Assessoria Câmara de Foz)

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