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15 de julho, 2016

Empossada, prefeita em exercício de Foz pede levantamento das contas


Ivone Barofaldi assumiu a administração após prisão de Reni Pereira (PSB). Prefeito afastado é investigado por liderar suposto esquema de corrupção.

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Ivone durante coletiva hoje na Prefeitura de Foz

Do G1 PR, com informações da RPC em Foz do Iguaçu

A prefeita em exercícios de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, Ivone Barofaldi (PSDB), pediu à Secretaria de Fazenda um levantamento sobre a real situação financeira do Município. O relatório deve ser concluído até terça-feira (19). O pedido foi anunciado nesta sexta-feira (15), um dia após a prisão e afastamento do prefeito Reni Pereira (PSB), investigado por suspeita de liderar um esquema de corrupção na administração local.
“Vou fazer mudanças. Estou reestruturando as secretarias. Vou ter que fazer ajustes. Temos problemas financeiros muito grandes na prefeitura. Estamos com uma equipe de economistas, de pessoas trabalhando, que vão apresentar projetos, secretaria por secretaria. Não é a Ivone quem vai determinar quem serão os secretários, mas estas equipes que vão determinar a competência e a eficiência. Não tenho compromisso com vereador e nem com partido. Enquanto eu estiver na administração da prefeitura vou trabalhar para o Município”, explicou a prefeita.
Ivone assumiu o comando da prefeitura imediatamente após o cumprimento do mandado de prisão preventiva e domiciliar contra Reni, na manhã de quinta (14), durante a deflagração da 4ª fase da Operação Pecúlio. A prefeita informou ainda que só após receber as informações solicitadas é que deverá tomar decisões que considera necessárias, como remanejar o orçamento entre as secretarias e fazer cortes de gastos.
A área da saúde, segundo ela, é considerada prioritária. Na segunda (18), a prefeita deve viajar a Curitiba para uma reunião na Secretaria de Estado da Saúde.
Investigações e prisão
Segundo as investigações da Polícia Federal (PF) iniciadas ainda em 2014, foram desviados mais de R$ 4 milhões em recursos destinados a obras e a serviços de saúde na cidade. Valor equivalente deve ser ressarcido por quatro empreiteiros que fizeram acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). O dinheiro deve ser devolvido no prazo máximo de três anos.
Desde o início da Operação Pecúlio, cuja 1ª fase foi deflagrada no dia 19 de abril, seis suspeitos permanecem presos, entre eles agentes políticos e ex-servidores públicos. No total, a ação penal soma 85 réus que respondem por crimes como peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraude a licitações.
No mandado de prisão contra Reni Pereira, o desembargador Márcio Antônio Rocha, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre (RS), apontou evidências de que o prefeito tentou atrapalhar as investigações da Operação Pecúlio. O juiz citou trecho do pedido de prisão do Ministério Público Federal (MPF) que indica a tentativa de impedir uma delação premiada de outro investigado por meio da ação de um advogado.
O prefeito afastado deverá cumprir prisão domiciliar até o fim da instrução de ação penal. Ele também não poderá comparecer à prefeitura, acessar a internet ou fazer ligações telefônicas sem autorização judicial, “salvo para contatos com o respectivo defensor e familiares”. Na decisão, o desembargador destacou ainda o risco de Reni Pereira atrapalhar as investigações destruindo ou ocultando de provas, além da possibilidade de fugir.
Procurado, o advogado Egídio Arguello declarou que só se manifestará sobre a prisão do prefeito após tomar conhecimento do teor da decisão.

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