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06 de outubro, 2016

Preso na Pecúlio, Budel paga fiança e deixa a prisão


Budel deixando a prisão com advogada
buda
Preso em maio pela Operação Pecúlio, Carlos Juliano Budel – ex-secretário de Obras e ex-diretor o Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu (Foztrans) – deixou nesta quarta-feira (5) a carceragem da Polícia Federal (PF), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, depois de pagar fiança. O valor, não divulgado, corresponde à multa estabelecida após Budel assinar um acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF).
Ele saiu por volta das 19h, acompanhado da advogada. Budel, que responde, entre outros, pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraude em licitações, foi preso no dia 3 de maio, na 2ª fase da Operação Pecúlio, e ficou detido por cinco meses. Budel pediu exoneração de ambos os cargos que ocupava.
A Operação Pecúlio investiga crimes contra a administração pública na Prefeitura de Foz do Iguaçu. E, permanecem presos o prefeito afastado Reni Pereira (PSB) e outros seis acusados, entre ex-secretários e servidores.
Audiências
Também nesta quarta, seis pessoas prestaram depoimento nas audiências da Operação Pecúlio, em Foz. Entre os ouvidos, estavam representantes da defesa do vereador Paulo Rocha (PMDB), que é citado nas investigações.
Flávio Rocha foi ouvido como informante, pois é filho do parlamentar. Flávio foi nomeado pelo prefeito afastado Reni Pereira como assessor técnico especial em fevereiro de 2015. Em troca, o vereador Paulo Rocha se posicionaria contra a investigação referente à Secretaria Municipal de Tecnologia da Informação na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. Além disso, Paulo Rocha foi flagrado conversando com Sérgio Beltrame em gravações telefônicas, autorizadas pela Justiça Federal, pedindo vagas a três pessoas indicadas por ele em empresas que prestam serviços para a prefeitura.
As outras testemunhas negaram que tenham conseguido emprego por meio de influência política. A próxima audiência de instrução vai ser na sexta-feira (7), quando 12 testemunhas devem prestar depoimentos, indicadas pelos advogados de cinco réus.
Por telefone, Justo Alfredo Ayala, advogado do parlamentar, afirmou que eles não vão se pronunciar neste momento. Já o advogado de Sérgio Beltrame, ex-secretário de Governo, disse que os depoimentos das testemunhas ajudaram a esclarecer os fatos imputados ao cliente.
Operação Pecúlio
A primeira fase da Operação Pecúlio foi deflagrada no dia 19 de abril. Desde então, a operação já teve quatro etapas. Na última, o alvo foi o prefeito Reni Pereira, apontado como o chefe da organização criminosa que, segundo as investigações, fraudava licitações para a contratação de obras e serviços de Saúde com a prefeitura.
O prefeito afastado cumpre prisão domiciliar desde o dia 14 de julho. Por conta do foro privilegiado, a ação envolvendo Reni corre no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre (RS). No dia 27 de julho, Reni já havia sido indiciado pela Polícia Federal pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e peculato, além de formação de organização criminosa.
Na conclusão do inquérito, o delegado federal Fabio Tamura reforçou que as irregularidades eram “capitaneadas” pelo prefeito e que “as pessoas cujas condutas foram investigadas agiam de forma associada, compondo uma complexa organização criminosa, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens de natureza econômica e pessoal, mediante a prática de graves infrações penais”.
Ainda segundo as investigações da PF, o esquema instalado na prefeitura se ramificava por diversas secretarias “por meio de nomeações de integrantes do grupo criminoso em cargos de comando”.
As investigações tiveram início em 2014. E, um levantamento prévio feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) aponta que os prejuízos com os desvios de verbas públicas passam de R$ 4 milhões. Valor equivalente deve ser ressarcido por quatro empreiteiros que fizeram acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). O dinheiro deve ser devolvido no prazo máximo de três anos e destinado ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu.
Os réus de outra ação penal originada da Operação Pecúlio respondem, entre outros, pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraude em licitações. Inicialmente figuravam 85 réus, porém sete tiveram os processos separados.

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