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29 de junho, 2016

Vereadores suspendem depoimentos da CPI da Operação Pecúlio, em Foz


Segundo os parlamentares, já há provas para afastar o prefeito Reni Pereira. Justiça investiga suspeita de esquema de corrupção de fraudes na prefeitura.

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Comissão deve ouvir o prefeito Reni Pereira


Do G1 PR, com informações da RPC em Foz do Iguaçu

Os vereadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Operação Pecúlio, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, decidiram suspender os próximos depoimentos. De acordo com os parlamentares, já há provas suficientes para pedir o afastamento do prefeito Reni Pereira (PSB), apontado pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal como o líder de um esquema de corrupção e fraudes em licitações na prefeitura.
Após cerca de três semanas de oitivas, os relatórios com documentos, denúncias e depoimentos somam mais de 1,5 mil páginas, além do material já digitalizado. No entendimento dos membros da comissão as informações e dados colhidos até agora são suficientes para que seja apresentado no dia 5 de julho um relatório parcial e encaminhar a abertura de uma comissão processante contra o chefe do Executivo local.
“Há dentro do processo elementos suficientes para a gente apresentar este pedido dizendo que encontrou fatos e apresentar uma comissão Processante, independente se formos por nós vereadores ou pela sociedade civil organizada”, comentou o presidente da CPI, vereador Dilto Vitorassi (PV).
O resultado da votação ainda é incerto, já que Reni Pereira tem maioria na Câmara. Para a comissão ser aprovada são necessários dez votos. Os vereadores que fazem parte da comissão não acreditam, no entanto, que este seja um voto político. “Não é possível mais imaginar que mesmo os vereadores que apoiaram o atual governo fiquem inertes diante de todas as acusações que já são de conhecimento público”, observou o vereador Nilton Bobato (PCdoB).
Procurado, Reni Pereira disse que precisa ser ouvido e que até agora não foi convocado pela CPI, mas assim que for chamado irá à Câmara Municipal prestar os esclarecimentos necessários.

Operação Pecúlio
As investigações que levaram à Operação Pecúlio começaram há dois anos. Nos dias 19 de abril, 3 de maio e 21 de junho foram deflagradas a primeira, a segunda e a terceira fases da operação. Nas três etapas foram cumpridos dez de prisão temporária, 15 de prisões preventivas e 19 de condução coercitiva, quando a pessoa é levada a prestar depoimento e liberada, entre elas o prefeito. Até esta quarta (29), 13 pessoas permaneciam presas preventivamente.
De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), prejuízos com desvios de recursos destinados a obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) passam de R$ 4 milhões. No total, 85 pessoas são rés na ação penal que investiga as denúncias de fraude e propina em contratos da Prefeitura de Foz do Iguaçu com empresas da região.

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